Remoção simples ou cirúrgica do dente do siso, com avaliação por imagem antes do procedimento e cuidado dedicado na recuperação.
Os terceiros molares, popularmente chamados de dentes do siso, costumam nascer entre o final da adolescência e o início da vida adulta. Nem sempre há espaço suficiente na arcada para o siso nascer na posição correta, o que pode levar a impactação, com o dente preso no osso ou na gengiva, dor, inflamação ou pressão sobre os dentes vizinhos.
Nem todo siso precisa sair. Um siso que nasceu na posição correta, consegue ser higienizado e não causa problema pode ser mantido sob acompanhamento. A decisão vem do exame clínico somado à imagem, nunca de uma regra geral.
Em parte dos planejamentos ortodônticos existe indicação de remover o siso, e em outros não. A ideia de que o siso sempre entorta os dentes da frente é mais simples do que a evidência disponível: a avaliação individual é o que define.
A extração pode ser simples, quando o dente já está totalmente exposto na boca, ou cirúrgica, quando envolve acesso através do osso ou da gengiva. O tipo de procedimento é definido a partir de uma avaliação clínica e de imagem, com radiografia panorâmica ou tomografia.
Na extração cirúrgica de siso incluso, o procedimento pode envolver a divisão do dente em partes antes da remoção. Isso não é sinal de complicação: é justamente a técnica que permite retirar o dente preservando mais osso e reduzindo o trauma ao redor.
O procedimento é feito sob anestesia local, então dor durante a extração não é esperada. É comum sentir pressão e ouvir sons durante a manobra, porque o dente está sendo movimentado, mas isso é diferente de dor.
O desconforto real costuma vir depois, quando a anestesia passa, e tem um pico nas primeiras 48 a 72 horas. Ele é previsível e por isso é controlado de forma antecipada, com a medicação prescrita iniciada no momento indicado e não só quando a dor aparece.
Varia de pessoa para pessoa e do tipo de extração, simples ou cirúrgica. De forma geral, o desconforto inicial diminui nos primeiros dias, mas a cicatrização completa do osso e da gengiva leva mais tempo. As orientações pós-operatórias ajudam a acelerar esse processo.
| Período | O que é comum | Cuidado principal |
|---|---|---|
| Primeiras 24 horas | Sangramento leve, início do inchaço | Gaze conforme orientação, gelo intermitente na face, repouso relativo, sem bochechar. |
| 48 a 72 horas | Pico do inchaço e do desconforto, possível dificuldade para abrir a boca | Medicação conforme prescrito, alimentação fria ou morna e macia, cabeça elevada ao dormir. |
| A partir do 3º ao 5º dia | Redução gradual do inchaço, possível hematoma na pele | Retomada cuidadosa da higiene na região, conforme orientação. |
| Primeiras semanas | Fechamento da gengiva; o osso continua se reorganizando por mais tempo | Retorno para avaliar a cicatrização e retirada de sutura quando houver. |
Sinais que pedem contato imediato, e não espera pelo retorno agendado: dor que piora a partir do terceiro dia em vez de melhorar, sangramento que não cede, febre, secreção com odor ou dificuldade progressiva para abrir a boca. Dor que aumenta depois de ter melhorado é o principal sinal de alveolite, a perda do coágulo, e tem conduta específica.
A lógica é simples: proteger o coágulo que se forma no alvéolo e não gerar calor nem pressão na região. O coágulo é o que sustenta toda a cicatrização, e perdê-lo é a complicação mais dolorosa e mais evitável do pós-operatório.
A volta à alimentação normal é gradual e orientada no retorno. Não existe data fixa: o critério é o conforto e a evolução da cicatrização, avaliada no acompanhamento.
Duas buscas aparecem muito aqui: quantos dias de atestado e quando voltar à academia. A resposta honesta é que não existe número padrão, porque depende do tipo de extração, de quantos sisos foram removidos de uma vez, da sua atividade profissional e da sua evolução.
Sobre atestado: ele é emitido conforme a avaliação do caso e a necessidade de afastamento, e essa definição é feita no atendimento. Sobre exercício físico: atividade intensa aumenta a pressão sanguínea e o risco de sangramento e de perda do coágulo, por isso a retomada segue a orientação dada no pós-operatório e não um prazo tirado da internet.
Parar de escovar os dentes não é a conduta: a boca precisa continuar limpa para a cicatrização acontecer bem. O que muda é como tratar a região operada.
Nas primeiras 24 horas, evita-se mexer no local e bochechar. Depois disso, a escovação dos demais dentes segue normal, com cuidado especial ao aproximar-se da área, e a limpeza da região operada segue a orientação dada no pós-operatório, que pode incluir solução específica ou irrigação suave na fase indicada.
Sentindo dor ou pressão no dente do siso?
Falar com a Dra. Isadora no WhatsAppQuando a gengiva cobre parcialmente o siso, forma-se um espaço onde restos alimentares e bactérias se acumulam e que não dá para limpar bem. É a origem da pericoronarite: dor na região posterior, gengiva incahada e sensível, dificuldade para abrir a boca e, às vezes, gosto ruim na boca.
Esse quadro costuma pedir controle da infecção antes da extração. Operar em vigência de infecção aguda nem sempre é a melhor conduta, e essa sequência é definida na avaliação. Se você está com dor agora, o caminho é ser avaliado, não esperar passar.
Na maior parte dos casos, o siso inferior é o mais trabalhoso. O osso da mandíbula é mais denso que o da maxila, as raízes costumam ter anatomia mais variável e a proximidade com o canal do nervo alveolar inferior exige planejamento por imagem mais detalhado.
O siso superior tende a ter osso menos denso e remoção mais rápida, com atenção à proximidade do seio maxilar. Por isso, dizer que extração de siso é sempre igual não faz sentido: a posição, a inclinação e a anatomia de cada dente mudam o planejamento.
O valor não é publicado aqui porque varia com o tipo de extração, simples ou cirúrgica, com o grau de impactação do dente, com o número de sisos a remover e com a necessidade de exame de imagem adicional, como a tomografia.
Na avaliação no consultório, no Santo Agostinho, em Belo Horizonte, o exame clínico e de imagem define o que é necessário e o plano sai por escrito, com o pós-operatório incluído na conversa.
Não necessariamente. Um siso que nasce corretamente, sem causar dor, inflamação ou risco aos dentes vizinhos, pode ser mantido sob acompanhamento. A indicação de extração é sempre avaliada caso a caso, com exame clínico e de imagem.
O procedimento é feito sob anestesia local, então dor durante a extração não é esperada. É comum sentir pressão e ouvir sons durante a manobra. Algum desconforto, inchaço e sensibilidade nos dias seguintes é comum e costuma ser controlado com as orientações e a medicação indicadas no pós-operatório.
Varia de pessoa para pessoa e do tipo de extração, simples ou cirúrgica. O desconforto inicial costuma ter pico entre 48 e 72 horas e diminuir a partir daí, mas a cicatrização completa do osso e da gengiva leva mais tempo. As orientações pós-operatórias ajudam a acelerar esse processo.
De forma geral, evita-se bochechar com força, fumar, usar canudo e consumir alimentos muito quentes ou duros nos primeiros dias, para não interferir na formação do coágulo e na cicatrização. As orientações específicas são passadas após o procedimento.
Nos primeiros dias, alimentos frios ou em temperatura ambiente e de consistência macia, como purê, sopa morna, iogurte, ovo mexido, sorvete e gelatina, mastigando do lado oposto ao da extração. A retomada da alimentação normal é gradual e orientada no retorno.
Não existe um número padrão. Depende do tipo de extração, de quantos sisos foram removidos de uma vez, da sua atividade profissional e da sua evolução. O atestado é emitido conforme a avaliação do caso e a necessidade de afastamento, definida no atendimento.
Atividade física intensa aumenta a pressão sanguínea e o risco de sangramento e de perda do coágulo. A retomada segue a orientação dada no pós-operatório para o seu caso específico, e não um prazo fixo.
Sim, e deve. Nas primeiras 24 horas evita-se mexer no local e bochechar. Depois disso, a escovação dos demais dentes segue normal, com cuidado ao se aproximar da área operada, cuja limpeza segue a orientação dada no pós-operatório.
Não. Quando o dente já está totalmente exposto na arcada, a extração costuma ser simples. A cirurgia é indicada quando o siso está impactado, total ou parcialmente coberto por osso ou gengiva.
É recomendado evitar esforço físico intenso e seguir as orientações de alimentação e higiene nos primeiros dias após o procedimento, para favorecer a cicatrização e reduzir o risco de complicações.
É a perda do coágulo que se forma no alvéolo após a extração. O principal sinal é dor que aumenta a partir do terceiro dia, depois de ter melhorado, frequentemente com odor desagradável. Tem conduta específica e exige contato imediato, sem esperar pelo retorno agendado.
A ideia de que o siso sempre entorta os dentes da frente é mais simples do que a evidência disponível. Em parte dos planejamentos ortodônticos existe indicação de remover o siso e em outros não. A avaliação individual, com exame clínico e de imagem, é o que define.
Na maioria dos casos, o inferior. O osso da mandíbula é mais denso, as raízes costumam ter anatomia mais variável e a proximidade com o canal do nervo alveolar inferior exige planejamento por imagem mais detalhado. O superior tende a ter osso menos denso, com atenção à proximidade do seio maxilar.
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